Exame teórico de
projecto ll - 3/06/2009
Memoria descritiva
“ A cidade jardim e um modelo de cidade concebido por
Ebenezer Howard, no final do sec XlX, consistindo em uma comunidade autónoma
cercada por um cinturão verde, num meio-termo entre campo e cidade. A ideia era
aproveitar as vantagens do campo eliminando as desvantagens da grande cidade,
(...)”
Ao contrario do que acontecia nesta cidade idílica de Howard,
a área urbana de Manique é desorganizada, as vilas existentes foram crescendo e
formam agora uma malha urbana ilimitada sem principio nem fim, existem muitos
vazios urbanos cujos terrenos não são utilizados nem apropriados para a criação
de espaços verdes, e os espaços verdes que existem não tem interesse para
actividades de recreação não só pelo local escolhido mas também pela sua
descontinuidade e dimensão.
Centros históricos a azul, principais vias entre eles a
encarnado
Assim sendo considerei como ponto de partida do meu projecto
a concentração da área urbana de Manique
e a criação de um perímetro composto por zonas verdes, tendo em conta que
intensificando a utilização e a ocupação do solo, sobra mais espaço que pode
ser utilizado como local de evasão e de escape do tecido urbano, do seu barulho
e movimento constantes, mais espaço para promover um estilo de vida saudável e
relacionado com a natureza.
Aproveitei os ribeiros e as linhas de agua existentes para a criação das zonas verdes, a presença constante da água torna a zona mais propicia ao crescimento de vegetação, as baixas altitudes por serem abrigadas são também favoráveis ao desenvolvimento de actividades outdoor, é também nas linhas de agua que a inclinação e menos intensa facilitando o seu percorrimento a pé.
A área urbana ficou então nas zonas mais elevadas, proporcionando em vários casos, um grande prolongamento visual para sul, para o mar. Apropriei-me de dois dos vazios urbanos desta nova área de Manique para situar o meu realojamento e a nova habitação colectiva requeridos no programa.
Aproveitei os ribeiros e as linhas de agua existentes para a criação das zonas verdes, a presença constante da água torna a zona mais propicia ao crescimento de vegetação, as baixas altitudes por serem abrigadas são também favoráveis ao desenvolvimento de actividades outdoor, é também nas linhas de agua que a inclinação e menos intensa facilitando o seu percorrimento a pé.
A área urbana ficou então nas zonas mais elevadas, proporcionando em vários casos, um grande prolongamento visual para sul, para o mar. Apropriei-me de dois dos vazios urbanos desta nova área de Manique para situar o meu realojamento e a nova habitação colectiva requeridos no programa.
O realojamento fica então num monte com linhas de água nos
limites oeste sul e este, as habitações vão-se desenrolando a volta do monte acompanhado o desenho das curvas de nível, criando uma linguagem volumétrica organizada,
mas tal como acontece no resto da vila, não
ortogonal. O hotel tal como as habitações, desenvolve-se ao comprido e
paralelamente ao sentido de inclinação das encostas, é composto por três
volumes de maior dimensão, que rematam, na ponta sul deste monte, a composição
das habitações unifamiliares.
Este ponto de partida foi também importante na reorganização
do sistema viário, tornou a tarefa mais simples, na medida em que percebi
melhor a origem e o destino do tráfego, que anteriormente, em muitos casos, não
respeitava uma lógica de direcção, nem a topografia do terreno. Assim sendo
criei uma via de atravessamento rápido, que faz o perímetro de sul a este de Manique
e faz a ligação, pelo nó do Estoril, á auto-estrada (menos congestionada que a
entrada de tires) dando acesso a Lisboa a Cascais e ao sistema viário principal
da região. Redesenhei também outras estradas que atravessam a área de uma forma mais directa e
eficaz.
Um passeio publico liga as áreas em que intervi ao centro de
Manique, passando por um interface que através de um mono-rail faz a ligação as
estações da cp de S. João do Estoril e Algueirão.
Vasco Osorio de Castro
TD 4ºano FAA - ULL 11109004
Pag. 2 - Análise histórica de Manique e do concelho
de cascais
Pag. 4 - Analise funcional do terreno:
Pag. 4 - Actividades
Pag. 4 - Transportes
Pag. 5 - Evolução urbana
Pag. 7 - Clima
Pag. 7 - Vegetação
Pag. 7 - Importância do aeródromo
Pag. 8 - PDM - Cascais
Pag. 10 - Justificação de opções de projecto
Pag. 10 - Rede viária
Pag. 11 - Transportes públicos
Pag. 14 - Levantamento fotográfico
Pag. 19 - Percurso pedonal
Pag. 23 - Elementos geradores de memória visual
Pag. 24 - Realojamento
Pag. 25 - Levantamento da área a realojar
Pag. 26 - Criação e atribuição de novos lotes e
tipologias habitacionais
Pag. 30 - Tipologias, esquissos
Pag. 36 - Hotel
Pag. 38 - Frequencia 3 de julho
Pag. 39 - Desenhos rigorosos e pormenores do Hotel e
parque de estacionamento subterraneo
Pag. 56 - Pormenores plano geral
Pag. 65 - Habitaçoes T1/T2/T3/T4 e T5
Anexos:
- Programa
geral / hotel / multiusos
- Legislaçao
do hotel
- Plantas do hotel formato A1 e A2, escalas 1/100,
1/200, 1/500 e 1/2000
- Plantas do plano geral formato A1 escala 1/5000
Análise
histórica de Manique e do concelho de Cascais
Na
segunda metade do séc. Xll Cascais era uma pequena vila piscatória, os seus
habitantes viviam do mar e dos produtos agrícolas do interior do concelho, a
zona de Manique era ocupada por pequenas vilas e quintas, de entre as quais a
vila de Manique que surge naquele sítio por ser adjacente a um ribeiro. A vila
de Cascais foi crescendo e tornando-se num importante porto piscatório, até que
em 1755 o terramoto de Lisboa destrói por completo a vila e os seus arredores,
a que se seguiram pouco mais tarde a invasão francesa, a ocupação britânica,
aquando da ausência da família real, e as lutas liberais que mantiveram o
concelho de cascais estagnado até meados do séc. XVlll.
E então
que Cascais se torna um destino de férias para a família real portuguesa que
toma banhos de verão nas praias de cascais dando inicio aquilo que ainda hoje é
a principal característica deste concelho, o lazer, e consequente capacidade de
atrair turistas.
Praia dos pescadores no séc. XVlll e mais tarde séc.
XX
É também
neste período que se dá inicio a construção da linha de comboio de Lisboa até Cascais
que massifica a afluência ás praia do concelho durante os meses de calor, não
só em Cascais, mas um pouco por toda a costa do Estoril, em Carcavelos e em
Oeiras, onde os mais endinheirados construíam grandes casas de férias. No
interior do concelho este fenómeno também se fez sentir mas com menos
intensidade.
Estaçao
de comboios da linha de cascais sec XlX
Há pouco
mais de cem anos os acessos deste concelho eram de fraca qualidade de tal modo
que costumava dizer-se que “a cascais, uma vez e nunca mais”. Mas hoje com o
desenvolvimento dos transportes, a situação melhorou e as casas de férias
passaram a ser de residência permanente para quem trabalha em Lisboa, e o concelho
de cascais que tinha no princípio do séc. XlX uma população de 6 mil habitantes,
aproxima-se na actualidade dos 200 mil. Este crescimento está então directamente
ligado ao crescimento da capital do país, principal centro de trabalho e
emprego, mas o concelho de cascais, é muito mais que uma “cidade dormitório”, o
comércio e as actividades terciárias desenvolveram-se e oferecem uma boa
quantidade de emprego, a hotelaria e as actividades de lazer continuam a ser a
sua componente mais relevante, sendo também a escola de hotelaria do Estoril
uma das mais conceituadas em Portugal.
Parede,
Estoril e Cascais na actualidade.
Muito do
património arquitectónico do concelho de Cascais relaciona-se fortemente com a
defesa e navegação, destacando-se os muitos fortes situados entre a praia do
Abano e S. Julião da barra que foram até ao Século XIX de extrema importância
para a defesa de Lisboa. Existem também algumas casas senhoriais pertencentes á
nobreza que por Cascais passava o verão.
Análise
funcional do terreno
Actividades:
A área
de intervenção fica situada numa zona privilegiada da grande Lisboa, a 30
minutos do centro da capital, de carro ou de comboio, e entre o eixo económica
e financeiramente desenvolvido de Oeiras, Estoril e cascais, e a zona da serra
de Sintra com as suas actividades turísticas, tanto a nível de ecoturismo como
de turismo convencional na vila de Sintra. Para além desta vantagem, possui também
toda esta área, equipamentos de lazer variados e de qualidade, começando nos
restaurantes bares cinemas e discotecas, até equipamentos mais complexos como o
autódromo e o casino Estoril, as praias são também uma importante atracção nos
meses de calor. A uma escala menor podemos encontrar num raio de 15 km, modernas
e importantes áreas financeiras onde se fixaram variadas empresas capazes de dispor
aos cidadãos um grande numero de oferta de emprego com maior grau de especialização,
como são exemplo o “lagoas park” o “tagus park” ou o “sintra retail park”. O
comercio ocasional e também o comercio diário, são dominados pelas grandes
superficies, nomeadamente o “cascaishopping”, o “oeiras park” e outras superfícies
também situadas no “sintra retail park”, só nas áreas residenciais vai
resistindo algum comercio diário como os talhos as padarias os minimercados e
os cafés.
Transportes:
Os
transportes públicos existentes são a rede de camionetas (mais utilizadas em
distancias menores) e as linhas de comboio de Sintra e cascais que vão até ao
centro da capital. Considero o comboio o transporte publico mais importante,
uma vez que o transporte e feito de uma forma mais rápida e confortável, e
ambas as linhas têm capacidade para fazer circular mais comboios e
consequentemente mais passageiros, o que contrasta com as principais vias rodoviárias,
IC19, A5 e avenida marginal, que atingem nos períodos mais movimentados um
grande volume de trafico e uma consequente demora na entrada e saída de Lisboa.
O comboio liga-nos então a todo o sistema de transportes da cidade de Lisboa,
que por sua vez nos ligam de uma forma cada vez mais rápida a todo o pais e a
toda a Europa, o futuro RAV (rede de alta velocidade) representa um grande
avanço neste sentido, na minha opinião, a linha Lisboa – Porto pode ser
dispensável, mas a ligação Lisboa – Madrid é muito importante e trará muitos benefícios
a região da capital e a todo o país, não só por trazer potenciais consumidores
mas também pela ligação feita á capital espanhola que ganhou nas últimas décadas
uma grande capacidade de atrair investimento.
É também
de frisar que estes transportes são cada vez menos poluidores e vivemos numa época
em que a protecção do ambiente, e da qualidade do ar que respiramos nas grandes
aglomerações urbanas, são preocupações não só de cientistas mas também nós
arquitectos podemos desempenhar um importante papel para atingir estas metas.
Evolução urbana:
Na área
circundante de Manique conseguimos compreender a história urbana apenas ao
olhar para a planta do local. Surgiram numa fase inicial pequenos aglomerados
urbanos, em sítios lógicos, no caso de Manique numa zona mais alta, e próxima
de um ribeiro (ribeiro de Manique), os edifícios maioritariamente habitacionais
eram simples e de
pequena dimensão, com as características sóbrias da arquitectura tradicional.
Vias principais ligaram estes pequenos aglomerados.
A explosão demográfica ocorrida a partir de
meados do séc. XX, e o consequente surgimento de casas, ruas e bairros
clandestinos, veio descaracterizar e desrespeitar a harmonia arquitectónica e urbanística
da zona de Manique, estas casas unifamiliares eram construídas sem respeitar um
plano director ou um projecto urbanístico, e as ruas surgiam da necessidade de
as ligar ao sistema viário principal. Alguns condomínios de relativa qualidade arquitectónica
mas fraca qualidade urbanística foram surgindo ao longo dos eixos principais. É
fácil de distinguir os aglomerados urbanos que surgiram de uma forma orgânica,
e possuem uma lógica inerente a essa organicidade, dos aglomerados clandestinos
que surgem em locais pouco propensos ao aparecimento de áreas residenciais tal
como acontece na zona 1. As vias destes locais são na sua maioria mal
desenhadas tanto a duas como a três dimensões, não respeitando uma lógica de direcção,
nem a topografia do terreno.
Na
planta seguinte a azul estão os centros mais antigos, são facilmente perceptíveis
as principais vias de ligação entre elas e os novos aglomerados que ao longo
das mesmas se desenvolveram.
Clima:
O clima
no concelho de cascais e um clima oceânico, tem verões quentes e invernos frios
mas a proximidade do mar torna as temperaturas mais amenas, não passando dos
25ºc no Verão e não descendo abaixo dos 7ºc nos meses de inverno. O vento predominante
e a nortada que sopra constantemente ao longo de todo o ano, em contraste com
toda a área imediatamente a norte da serra de Sintra, a sul, em cascais,
predominam os dias de céu limpo ao longo de todo o ano, uma vez que a precipitação
fica “encalhada” entre o vento norte e a serra.
Vegetação:
A vegetação
tanto no concelho de cascais como na zona de Manique é escassa, dominando a vegetação
baixa e seca durante grande parte do ano. No parque natural Sintra - cascais, é
bem visíveis as diferenças entre os dois concelhos, na serra e a norte a vegetação
e densa e de grande dimensão, a sul em cascais, é menos densa e
predominantemente rasa. Na área de intervenção, só próximo do ribeiro de Manique
é que a vegetação é mais desenvolvida.
Importância do aeródromo:
O aeródromo
representa um papel importante a AML (área metropolitana de Lisboa) que será
reforçado após a substituição do aeroporto da portela pelo novo aeroporto em Alcochete.
A transferência do principal aeroporto da capital para longe do seu centro, vai
intensificar o trafico em tires, principalmente no transporte VIP, que apesar
das taxas aeroportuárias serem mais caras, prefere o facto de a chegada ao
centro da cidade ser feita de uma forma mais rápida pela auto-estrada A5. Este carácter
do aeródromo e sublinhado também pela localização de diversos centros
hoteleiros de qualidade na costa do Estoril.
A aviação
de luxo contraria então a tendência da crise em todo o pais, e tem um
crescimento de trafico no AT na ordem dos 50% no ano de 2008, dos 98 mil movimentos
registados de aeronaves 2 mil foram de aviação executiva números que se prevêem
continuar a crescer no futuro.
O aeródromo
é um ponto de referência nesta região e é um elemento dinamizador da mesma,
sendo que as suas possibilidades não estão exploradas na sua totalidade. Como
explicou o director do AT na conferência que deu na Universidade Lusíada, a
capacidade máxima de volume de tráfego deve ser aumentada para responder a uma
maior procura, e isto pode ser feito através da finalização do táxi way lateral
á pista, que não pôde ser completado pela presença de construção nos terrenos
adjacentes ao AT.
Plano
Director Municipal - Câmara Municipal de Cascais
Na
planta seguinte, está representado o PDM da CMC, vemos como a maioria da área é
organizável, existem vários espaços canal onde estão planeadas novas vias rodoviárias,
a verde estão as zonas protegidas nas margens das ribeiras, nomeadamente a
ribeira de Manique, onde não convém construir pelo perigo das cheias nas épocas
de maior precipitação. Também a verde estão locais de alguns edifícios de valor
histórico como a quinta de Manique, entre outras quintas e casas antigas da zona.
A
encarnado estão as áreas, propostas pela Universidade Lusíada de Lisboa, como áreas
de intervenção. As áreas 2, e também a encarnado, a área 1 local a realojar
A verde
fluorescente esta a barreira florestal proposta pela ULL ao aeródromo de tires.
AI 1 - Área
a realojar
AI 2 - Novas
áreas urbanas propostas pela ULL (áreas de intervenção)
AI 3 - Área
proposta pela ULL para a edificação do hotel e outras infra-estruturas de lazer
cintura verde delimitadora do aeródromo
espaços urbanizáveis segundo o PDM - CMC
áreas ecológicas e de protecção e enquadramento.
espaço canal (vias rodoviárias
projectadas)
Justificação de opçoes de projecto
“We, as citizens, have a common territory that in fact
pertains less and less to us as time goes by. The cities in which we live, the
stages of our daily efforts, the world of our routine and our maps of
obligations and pleasures, are getting broken up into limited domains. It is a
conflict that has existed for years, a conflict that involves the public sphere
being sucked into the private at the rate of land revaluation”
Neste território
existem muitos condomínios e habitações unifamiliares com jardins privados, na
maioria das vezes pequenos e descontinuados, as pessoas não os utilizam por
falta de tempo, ocupados pelas imensas ocupações profissionais e ate de lazer
dos tempos modernos. A ideia de um espaço verde publico, em forma de percurso,
que pode ate ser utilizado no quotidiano, no acesso aos meios de transporte,
parece-me assim mais interessante que um espaço confinado.
Pretendo
também efectuar uma condensação da área urbana de Manique, como e visível nas
plantas aqui apresentadas, concentrando-a e desenvolvendo a sua volta terrenos agrícolas.
Rede viária:
Foi também necessário “cozer” as
vias de circulação rodoviária, na medida em que este trabalho ainda não tinha
sido feito e um grande número de vias acabavam em becos. A ligação rodoviária
mais próxima da área de Manique com a auto-estrada de cascais, é o nó de Carcavelos,
cujo acesso e feito pelo centro de tires, esta estrada não tem capacidade para
tantos automóveis, e também já não pode ser alargada por existirem construções
nos seus limites, apesar de não querer promover o uso do
automóvel, considero
importante melhorar a circulação rodoviária confusa e demorada que aqui existe,
logo proponho uma via de atravessamento rápido, que contorna os centros de
Tires e Manique e liga a área do projecto ao nó do Estoril. Não proponho uma
nova entrada para a auto-estrada entre estes dois nós, por considerar que estes
já estão muito próximos, e por ser a minha intenção melhorar o acesso a auto-estrada
sem impor a sua utilização como principal meio de acesso a Lisboa e a Cascais, não
só por razoes ambientais mas também por esta se encontrar já bastante
congestionada. Esta via de atravessamento rápido ao contornar o centro de Manique
evita também a passagem de trânsito no espaço de núcleo histórico da vila, as
ruas apertadas e indirectas que o atravessam.
Transportes públicos:
Monorail - Ao referir no parágrafo
anterior que não quero promover a utilização do automóvel, é porque dou
prioridade aos transportes públicos, nomeadamente aos comboios de Sintra e
cascais, que tem uma maior capacidade para receber mais passageiros, ao contrário
do IC19 e da A5. Foi assim que surgiu a ideia de um monorail, de ligação entre
os dois eixos ferroviários de Sintra e de cascais, partindo da estação do Algueirão,
(8 km a norte de Manique) ate a estação de S. Pedro do Estoril, (3 km a sul)
com passagem na minha área de intervenção. Na área de intervenção vou propor um
interface entre este monorail e um metro de superfície, que parte dos edifícios
de habitação social colectiva a oeste, ate ao colégio salesianos de Manique a
este, ligando todo o meu projecto ao vasto sistema de transportes públicos da região
de Lisboa, e dando uma oportunidade a todos estes cidadãos de escolherem os TP
dispondo as paragens de metro para que todos, com menos de 2 minutos de tempo a
pé (200 metros), lhes possam aceder. Os quadro dos gastos energéticos em Portugal
nos últimos anos e o da evolução do preço do brent, mostram como e importante
um bom planeamento urbano, transportes colectivos confortáveis e rápidos, e
vias rodoviárias também directas e descongestionadas, o valor do combustível
desperdiçado por um veiculo que passa longos minutos no “pára – arranca” para
entrar na cidade de Lisboa, vindo por exemplo de cascais, durante os períodos
mais congestionados, num automóvel com o rendimento médio, ao preço actual a
que estão os combustíveis, é de 0.80 €, se multiplicarmos este valor por meio milhão,
(a quantidade de veículos que entram e saem da capital todos os dias) podemos
ter uma ideia daquilo que os contribuintes da região de Lisboa poupavam num dia,
400 mil euros, ou ao longo de um ano, 144 milhões de euros! A esta questão
podemos somar ainda os custos com a saúde não só de quem guia e é afectado pelo
stress do trânsito, mas também por todos os outros que respiram um ar mais poluído.
Podemos então fazer a mesma conta para as outras principais cidades do país,
apesar da situação na região de Lisboa ser a pior. Este e o motivo pelo qual
dou primazia aos transportes públicos, e não aos particulares, que apesar
disto, como explicarei mais a frente, proponho melhorar as condições de circulação.
Metro de
superfície, ciclo via e passeio pedonal - Tenho também a intenção de
desenvolver o meu projecto ao longo deste percurso do metro de superfície ao
qual vou adicionar, na mesma direcção, uma ciclo via e um passeio pedonal,
formando uma via principal onde as principais actividades que vou propor vão
ter lugar.
Este
percurso atravessa a ribeira de Manique, mas existe nesse local um “intervalo”
de disposição de edificações, de forma a respeitar o vazio urbano que acontece
ao longo da ribeira, a aproveitar o crescimento de vegetação mais densa neste
local e a evitar construir num espaço inundável.
Área agrícola
Os vales
sao as zonas mais favoraveis ao desenvolvimento agricola, sao as zonas de maior
concentraçao de argilas, matéria organica e minerais, que sao transportados
pela agua da chuva.
Proponho
para além de areas agricolas de grande dimensao, areas mais pequenas de dominio
privado, hortas para produçao familiar.



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