Foi esta ideia que quis trazer para a minha praça que é também longitudinal, faz parte de um percurso, e tem cafés no edifício a poente com esplanadas, a nascente é limitada pelos ateliers de artes plásticas.
A nascente dos ateliers está um jardim de carácter mais privado para ser vivido pelos artistas, este jardim está entre os ateliers de artes plásticas e o edifício dos ateliers de cinema, dança e performances, promove também a comunicação entre artistas de diferentes áreas.
Numa conversa com uma amiga que é artista plástica, e com outros artistas que trabalham com ela, percebi que aquilo que é para eles um espaço ideal de trabalho passa principalmente pela luz e pela dimensão.
A luz que ilumina um atelier convém
ser abundante e difusa, a luz horizontal e sólida deve ser evitada, para além
disso deve ser um espaço amplo mesmo que seja apenas para um artista, espaços amplos e
com pé direito alto para, “terem a liberdade de trabalharem na posição em que
lhes apetece (…) estender grandes telas no chão ou pendurar numa parede (…) ter
espaço para trabalhar em várias peças simultaneamente”.
Para além destas propriedades outras há em que nem todos os artistas estão de acordo, nomeadamente a privacidade conferida pelo espaço, enquanto muitos preferem um espaço fechado sem contacto nenhum com exterior, até de clausura, outros, nomeadamente os mais jovens, gostam de trabalhar em conjunto com outros artistas promovendo a troca de ideias e o intercâmbio de conceitos até entre artistas de disciplinas diferentes.
Para além destas propriedades outras há em que nem todos os artistas estão de acordo, nomeadamente a privacidade conferida pelo espaço, enquanto muitos preferem um espaço fechado sem contacto nenhum com exterior, até de clausura, outros, nomeadamente os mais jovens, gostam de trabalhar em conjunto com outros artistas promovendo a troca de ideias e o intercâmbio de conceitos até entre artistas de disciplinas diferentes.
Assim sendo o edifício onde se desenvolvem os
meus ateliers destinados a artistas plásticos (pintura, escultura…) é
atravessado no menor comprimento por quatro pátios que conferem luz difusa a
todos os espaços, e possuem paredes suspensas nos dois pisos superiores que
limitam a entrada de luz solida e horizontal do lado sul. Estas paredes criam também
uma divisão mais pequena dentro do atelier que poderá servir para trabalho de
pesquisa ou leitura.
Os ateliers são de grandes dimensões,
cerca de 80 metros quadrados, e pé direito, 4,75m no piso térreo e 4,05 nos
restantes, pelas razoes já anunciadas. O piso térreo e destinado aos ateliers de
escultura enquanto que os restantes ficam nos dois pisos superiores. Os acessos
tem também dimensão suficiente para o atravessamento confortável com peças de
arte de grandes dimensões.
A entrada faz-se pelo lado poente através
da praça que criei, do lado nascente existe um jardim entre estes ateliers e os
de cinema, dança e performances, existem também acessos dos ateliers do piso térreo para o jardim.
No piso térreo os ateliers são maiores uma vez que se estendem para os pátios, de qualquer forma existe uma separação entre o espaço principal e o pátio em vidro opalino de modo a conferir maior privacidade ao atelier. Este mesmo tipo de vidro é utilizado nos pisos superiores onde também existem aberturas principalmente para se poder ventilar com maior facilidade, o que é muito importante quando se trabalha com os materiais que este artistas por vezes utilizam.
No piso térreo os ateliers são maiores uma vez que se estendem para os pátios, de qualquer forma existe uma separação entre o espaço principal e o pátio em vidro opalino de modo a conferir maior privacidade ao atelier. Este mesmo tipo de vidro é utilizado nos pisos superiores onde também existem aberturas principalmente para se poder ventilar com maior facilidade, o que é muito importante quando se trabalha com os materiais que este artistas por vezes utilizam.
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